16/05/2018

Faculdade nos Estados Unidos sem gastar uma fortuna? SIM, SENHOR!

por Fernanda Koch

 

Coluna "English Corner" - 14ª edição Revista Evip mar/abr 2018

 

Fazer intercâmbio é algo que esta cada vez mais possível e quase todo mundo conhece alguém que foi viajar ou estudar inglês lá fora. O segredo que quase ninguém sabe ou conta é que intercâmbio também pode ser feito para universidades e faculdades estrangeiras, e melhor ainda, sem precisar se endividar. 


Algum tempo atrás, participei como tradutora de uma feira de intercâmbio chamada EDUEXPO, aqui em São Paulo. Lá eu fiquei sabendo mais sobre como funciona o ingresso de brasileiros em universidades americanas e quais as melhores maneiras de fazer sua graduação nas terras do tio Sam. Hoje eu venho compartilhar essas dicas de ouro com vocês!

 

Como funciona o sistema de ensino?

Primeiro é necessário entender como funciona o sistema de ensino superior americano, já que ele é bem diferente do nosso. Aqui, ao escolhermos um curso superior, já desde o primeiro semestre temos matérias especificas daquele curso. Por exemplo, ao cursar Direito, já no primeiro semestre você está aprendendo sobre as leis brasileiras. Isso não acontece nos Estados Unidos.


 Lá, independente de qual universidade você for cursar, os dois primeiros anos da graduação cobrem áreas básicas para todos os cursos, como: química, linguagens, história, matemática... Enfim, 70% desses dois primeiros anos vão ser gastar fazendo que eles chamam de “GENERAL EDUCATION” e apenas 30% serão de matérias introdutórias a área escolhida. Os outros 2 anos finais do bacharelado são focados em matérias especificas do curso escolhido. Você pode conferir a imagem abaixo para uma representação visual de como funciona esse sistema. 

 

 

Qual o segredo então?

Como os dois primeiros anos são iguais para qualquer universidade, a maioria dos americanos opta por fazer a ‘general education’ em uma faculdade comunitária como uma forma de economizar e depois faz a transferência para a universidade desejada. Desta forma o aluno não apenas garante uma grande economia (que pode chegar facilmente a até 75 mil dólares ao final do curso), mas também uma maior probabilidade de ser aceito na sua instituição dos sonhos, uma vez que transferências são bem mais fáceis de conseguir do que o ingresso direto.  


O mesmo pode ser feito por brasileiros que sonham em ter um diploma americano. O ingresso direto em universidades de grande prestígio é muito difícil para estrangeiros e pode custar uma fortuna. O futuro universitário precisa ter um histórico escolar impecável, fazer os exames de SAT (uma espécie de vestibular americano), possuir certificado de proficiência com uma nota alta e passar por uma entrevista. 


Já nas faculdades comunitárias o ingresso é muito mais fácil, não há necessidade de SAT e o histórico escolar geralmente não é avaliado. Você precisa apenas comprovar seus conhecimentos de inglês, ter o diploma do ensino médio em inglês (o que pode ser facilmente traduzido) e comprovar que consegue se manter financeiramente por até 1 ano sem precisar trabalhar. Vale a pena ressaltar que em faculdades comunitárias o ensino é tão bom e até melhor do que nas universidades, uma vez que as turmas são reduzidas e o aluno dispõe de um tutor e conselheiro acadêmico durante todo o período do curso. Outro beneficio é que o valor da anuidade acadêmica pode ser até cinco vezes menor, porém não existem bolsas ou descontos, já que o investimento já é menor.  


E aí, ficou com vontade de estudar lá fora? Se quiser dicas de faculdades para entrar em contato ou tirar dúvidas, é só me chamar nas redes sociais @itswonderfer.